domingo, 9 de janeiro de 2011

Asas.

Já me disseram que tenho jeito para as palavras por várias vezes, mas às vezes parece difícil de acreditar quando vejo linhas por terminar e palavras sem sentido pronuncias por entre o tremor dos lábios.
Gostava que as alucinações a que me prendo se tornassem em verdadeiras páginas de um livro em que a loucura fosse o título e o amor o desfecho.
Peço demais? Só peço asas para o sonho.
Já vi tudo tão perto dos meus olhos, já senti tudo tão junto a mim, por vezes agarrei mas depressa senti o frio de perder aquilo que chamei de "meu" e agora sem parte do calor, senti ventos a esbaterem-me contra a cara e fui obrigada a acreditar que já não há sentido no que foi vivido.
São saudades que não quero perder dentro de mim, mas a cada dia elas voam com cada pedacinho do que amadureci.
E como resposta recebo fragilidade , receios e dúvidas.

Inspiração:"Tudo o que eu te dou"- Pedro Abrunhosa interpretação de Martim Vicente.

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