terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Reconhecimento.

É melodia , é imagem , é odor , é sabor, é o toque , são os sentidos apurados nas memórias, é o respirar de um mundo que salvaguarda aquilo por que dei tudo um dia, um dia diferente do hoje, onde fico na expectativa de que a cumplicidade não se tenha perdido por completo e na verdade, tudo isto sejam também marcas em ti.
Por vezes acredito nessa realidade, no entanto tal como tantos pensamentos já se tornaram incompletos as imagens são cortadas, mas no fundo nunca nos esquecemos de que faltam órgãos a um sistema e algo está incompleto.
O corpo sente isso até mesmo na noite, enquanto o nosso corpo adormece e não existem lembranças no vácuo de sensações, trata-se então de um reconhecimento inconsciente.
E libertei(-te), libertando (contigo) a infinidade de questões que me assolavam,que agora percorrem os recônditos do sistema.
E o pesadelo é o acordar.
Adeus fantasia.

25.01.11

domingo, 9 de janeiro de 2011

Asas.

Já me disseram que tenho jeito para as palavras por várias vezes, mas às vezes parece difícil de acreditar quando vejo linhas por terminar e palavras sem sentido pronuncias por entre o tremor dos lábios.
Gostava que as alucinações a que me prendo se tornassem em verdadeiras páginas de um livro em que a loucura fosse o título e o amor o desfecho.
Peço demais? Só peço asas para o sonho.
Já vi tudo tão perto dos meus olhos, já senti tudo tão junto a mim, por vezes agarrei mas depressa senti o frio de perder aquilo que chamei de "meu" e agora sem parte do calor, senti ventos a esbaterem-me contra a cara e fui obrigada a acreditar que já não há sentido no que foi vivido.
São saudades que não quero perder dentro de mim, mas a cada dia elas voam com cada pedacinho do que amadureci.
E como resposta recebo fragilidade , receios e dúvidas.

Inspiração:"Tudo o que eu te dou"- Pedro Abrunhosa interpretação de Martim Vicente.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Regresso.

É um regresso a partir das cinzas provenientes da queima das milhentas lembranças que a minha memória prendia.
É um facto , o pensamento em excesso já não faz parte de mim, na verdade sempre me rendi à segurança, cobardes todos somos, eu não gosto de me arrepender de nada e não arrependo...
Talvez houvessem coisas que faria de uma maneira ligeiramente diferente, mas fazia.
Faria tudo outra vez, esperando menos e rindo mais mas pedindo um pouco mais de tudo.
Um pouco menos de mim , para um pouco mais de ti !
Numa equação sem resultado conhecido , como todas aquelas que resolvi por entre conflitos ,a lógica não muda , até porque a lógica faz parte do pensamento.
Por mais cordas soltas , alguns acordes soam , algumas melodias levam o silêncio.
Não está tudo bem assim.
Nada vai ficar melhor.
E deixei a guerra de lado , abracei a passividade que eu tanto peço a mim própria.
Na tua diferença encontras algo que se mantém por igual ?
Segredo-te na confidência, na minha indiferença mora o que se mantém por igual nessa tua diferença!