Olho ao longe e me espanto
Vejo-nos correndo de mãos dadas
Ò tão perecível, doce encanto
serão só viagens imaginadas?
O sol eu já não consigo ver,
Só a nostalgia da lua me abraça,
E a cada imagem me faço perder
Chorando memórias em esperança.
Eu já nem carinho quero pedir,
Aguardo sem que já nada seja dado,
Nas lembranças aquela em que te vejo sorrir
Procuro-a num sufoco ofegado.
Encontrei mas não imaginava,
Estas recordações que me prendem,
Estão quebradas já não conheço,
As feições que contigo partilhava
Quando as olho me surpreendem,
E por tudo isto não esqueço.
Mafalda Furtado,
23/11/2010
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