Hoje não escrevi nada, perdi-me por entre palavras desejadas, movimentos quebrados e a solidão que me assombra.
Deixei que o mundo me levasse para la dos meus impulsos e parei de correr riscos, libertei a aflição e trouxe comigo algum conforto dessa jornada e percebi que tudo e´ verdade, só queremos algo quando nada já parece existir.
Coloquei o espelho de frente para mim, o que via já não era o meu reflexo, era outro alguém, diferente, pior. Era um ser censurado por tudo, transformado em paraplégico e mudo em relação `a vida que levava. Então por momentos esse ser vestiu uma capa do seu passado e recebeu um outro olhar, uma outra atenção.
E por um rasgar vi um pouco de força para manter a luta e dou um pouco menos mas mantenho-me la.
Repito só mais uns momentos, apenas mais uns.
Eu tenho a chave para trancar a porta. Mas porta trancada não se volta a abrir...
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