quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Acordar.

Por mais que não queira, o rufar dos tambores, o soar da trompete, os constantes baldes de agua fria não me deixam sonhar, ainda que por breves momentos adormeça sofro um acordar doloroso por não te ter do meu lado para me aconchegar, porque o suor da noite anterior faz arrefecer os lençóis e me deixa com frio.
Já não há nada a prender-me `a cama mas eu não quero acordar, quero manter-me no conforto dos olhos fechados "olhos que não vêem coração que não sente".
Vou ficar por aqui , mais um pouco e todos os dias so mais um pouco , e todos os dias um pouco menos.
Talvez tenha de ser assim, tudo seja mais fácil assim, a incerteza já não me incomoda ,mas leva-me para longe de ti(mim).
E´ muito menos agora , um dia foi tudo demasiado.
Acabou-se o sono , já nada me faz sonhar.

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